quinta-feira, 10 de abril de 2014

o que saber na escolha do peixe

Com a proximidade da Páscoa o consumo de peixes aumenta.
Os peixes são grandes fontes de proteínas, sendo essas de alto valor biológico. Também possuem em sua composição várias vitaminas, minerais, gorduras boas e benéficas à saúde.

As vitaminas presentes são as do complexo B, em quantidades satisfatórias às necessidades do organismo. E nos peixes gordos, encontramos também as vitaminas A e D.
Os minerais como cálcio, ferro, fósforo, manganês e zinco são encontrados em todas espécies. O Iodo está mais presente nos peixes marinhos; enquanto que nos tipos consumidos com suas espinhas, como a sardinha, a quantidade de cálcio é ainda maior.

A gordura presente nos peixes é considerada saudável pela presença dos ácidos graxos essenciais (ou seja, aqueles que o corpo não produz, logo só podem ser adquiridos através da alimentação) como o Ômega 3 encontrado em peixes de águas geladas como o salmão, sardinha e outros. O ômega 3 atua na prevenção de doenças cardiovasculares e é essencial ao bom funcionamento cerebral. 

A escolha do peixe
Além do modo de preparo, existem outros cuidados a serem observados  no que se refere ao consumo de peixes. Um dos problemas é o nível de mercúrio que pode existir na carne dos pescados. Esse metal é prejudicial  ao sistema nervoso e ao fígado.Alguns peixes, como peixe-espada, cavala, tubarão e cação, são mais suscetíveis à contaminação por metais pesados e toxinas.
É melhor consumir peixes que tenham escamas e barbatanas, como arenque, salmão, pintado, bacalhau e atum, entre outros, pois as escamas funcionam como uma  barreira contra à absorção de toxinas.
Outro ponto a observar na hora da compra é quanto à conservação dos peixes. A atenção com a qualidade deve ser redobrada, pois esse é um produto de origem animal que se deteriora com muita facilidade.
Se for comprar peixe fresco, é importante estar atento em algumas características que ajudam perceber se o peixe está fresco ou não:

Odor
Quando fresco, o peixe cheira a maresia.

Corpo
Deve ser firme e brilhante. Quando está passando do ponto, a carne fica flácida. Faça o teste: pressione o peixe com os dedos. Se não ficarem marcas, significa que o peixe é fresco.

Olhos
Devem ser salientes, a córnea transparente e a pupila negra e brilhante.

Pele
Observe se está brilhante e com as escamas bem aderidas ao corpo. A cor da pele deve ser viva, homogênea e com alguns reflexos.

Do fundo do mar ou do rio
Os peixes de água doce, têm uma maior quantidade de gorduras ômega 6  e menor quantidade  em gorduras ômega 3. Algumas espécies são: truta, pacu, pintado e outros.
Os peixes de mar têm normalmente mais gorduras ômega 3 que os peixes de rio ou lago. Também apresentam maior teor de sódio.
A alimentação dos peixes de água salgada é mais rica em fontes naturais de ômega 3 como o zooplâncton e  algas marinhas. Algumas espécies: salmão, pescada,robalo,bacalhau, badejo, atum, sardinha.
A temperatura da água também parece influenciar no teor de ômega 3 dos peixes. Diferentes autores referem a maior riqueza em ômega 3 nos peixes de  águas mais frias e profundas. Esta maior riqueza em gorduras ômega 3 nos peixes de águas geladas  parece ser uma adaptação fisiológica para garantir a sua sobrevivência. As gorduras ômega 3 (em especial o EPA e o DHA), garantem uma maior flexibilidade das membranas, especialmente a temperaturas muito baixas.

Peixes "magros” e peixes "gordos”
O teor de gordura está diretamente relacionado com o tipo de peixe em questão. Há peixes que naturalmente são pobres em gordura (com menos que 2%), como a pescada e o linguado, há peixes meio-gordos (com um teor de gordura entre os 2 e os 8%) como o dourada ou o robalo , e os peixes gordos (com mais de 8% de gordura), como a sardinha e o salmão.  


Peixes de aquicultura ( cativeiro) 

O teor de ômega 3 destes peixes irá variar também com o tipo de gorduras presentes nas rações fornecidas. São utilizados diferentes óleos provenientes de outros peixes ou de óleos vegetais, como de soja ou de linhaça. Neste caso cada espécie, cultivada sob diferentes condições ambientais terá diferentes proporções de ácidos graxos essenciais, havendo espécies e culturas que terão níveis de ômega 3 mais elevados, enquanto outras possuem uma quantidade maior de gorduras  ômega 6.
Vale lembrar que atualmente estamos consumindo mais ômega 6  que o recomendado. O equilíbrio entre a ingestão dessas duas famílias de ômega é necessário para que não haja um aumento de citocinas inflamatórias com ação vasoconstritora e agregação plaquetária. Tudo isso está relacionado a ocorrência de doenças cardiovasculares, auto imunes e inflamatórias como a artrite, asma, psoríase, lúpus e colite ulcerativa.
É consenso científico de  que é necessário reduzir a quantidade de  ômega-6 da alimentação atual e aumentar a concentração de ômega-3. Como ponto central nas dietas do mundo ocidental é utilizado de forma excessiva os óleos vegetais (soja. milho, girassol) ricos em ômega-6, que se originam do processamento industrial de hidrogenação.


quinta-feira, 13 de março de 2014

O QUE AS PESSOAS DE DEFERENTES PAISES COMEM NUM DIA

O Site Hypeness publicou uma  matéria interessante, mostrando numa série fotográfica, o que as pessoas de diferentes países comem  diariamente. Agora, imagine comparar a sua foto com a de outras pessoas ao redor do mundo. É esse choque cultural que propõe o livro What I Eat: Around the World in 80 Diets, de Peter Menzel.
O autor e fotógrafo americano registrou os alimentos de 80 pessoas de 30 países diferentes, organizados pelo número total de calorias que cada pessoa costuma consumir num único dia.
O livro inicia com um pastor do Quênia que come 800 calorias/dia, principalmente na forma de mingau de farinha de milho, e termina com uma mãe britânica com transtorno de compulsão alimentar, que consegue comer até 12.300 calorias por dia.
Esta  curiosa série  fotográfica e reportagem investigativa mostra as complexas relações entre os indivíduos, cultura e comida.

Confira algumas fotos da galeria e veja mais...

Agricultora na China, 1900 calorias/dia
Costureira em Bangladesh, 1800 calorias/dia
Executivo no Cairo, 4000 calorias/dia

Motorista no Mississippi,EUA,5200 calorias/dia
 Estudante na China,2600 calorias/dia

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Brasil consome 14 agrotóxicos proibidos no mundo

O Brasil é maior importador de agrotóxicos do planeta.
 O professor Wanderlei Pignati, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT),desenvolveu estudo e apontou que os brasileiros consomem 14 agrotóxicos proibidos no mundo. O Especialista indica que pelo menos 30% de 20 alimentos analisados não poderiam estar na mesa do brasileiro. 

Em 2013 foram consumidos um bilhão de litros de agrotóxicos no País , uma cota per capita de em média  5 litros por habitante e movimento de cerca de R$ 8 bilhões no ascendente mercado dos venenos.
Na lista dos proibidos em outros países estão ainda em uso no Brasil o Tricolfon, Cihexatina, Abamectina, Acefato, Carbofuran, Forato, Fosmete, Lactofen, Parationa Metílica e Thiram.

Não há um único brasileiro que não esteja consumindo agrotóxico. Somos mercado de escoamento do veneno recusado pelo resto do mundo”, diz o médico Guilherme Franco Netto, assessor de saúde ambiental da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz).
O filme “O veneno está na mesa”, de Silvio Tendler, integra um conjunto de materiais elaborados pela Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, empreendimento lançado por inúmeras  entidades ligadas ao assunto, organizações da área da saúde e grupos de pesquisadores.

A ideia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário distorcido.
Assista o vídeo. 

Como você seleciona seus alimentos?