quinta-feira, 21 de maio de 2015

Alimentos Anti-inflamatórios

O estilo de vida atual, está contribuindo para aumentar problemas de saúde como artrite, obesidade, doenças inflamatórias do intestino, fibromialgias e ocasionando um quadro inflamatório.
O caminho é buscar  alternativas para desinflamar, sendo  de relevante importância o consumo de alimentos com estas propriedades.
Um estudo realizado em 2014, mostrou que os participantes que concordaram  seguir uma dieta anti-inflamatória, todos encontraram alivio nas dores habituais, o que fez reduzirem boa parte dos medicamentos.
Confira a seguir os 15 alimentos considerados mais anti-inflamatórios ( folhas verdes, crucíferas, aipo,beterraba, brócolis, frutas roxas, abacaxi,salmão,caldo preparado com osso e cartilagem animal, nozes e castanha,açafrão, óleo de coco extravirgem, semente de linhaça, semente de chia e gengibre.

Fonte: Food is medicine

terça-feira, 28 de abril de 2015

Dieta, Depressão e Bactérias

O  trato gastrointestinal está chamando a atenção mundialmente e, recentemente, foi nomeado como o segundo cérebro. Laboratórios de todo o mundo estão mapeando o caminho de informação bidirecional entre esses dois órgãos como eixo intestino-cérebro
Recente estudo de 2015, mostrou a influência do intestino sobre uma vasta gama de coisas, da saciedade e obesidade ,ao humor e ansiedade. Mesmo a maneira como reagimos ao estresse não é mais considerada como de domínio do cérebro.
O mais recente capítulo dessa história introduz a comunidade bacteriana que vive em nosso intestino. O microbioma (o nome dado a estas bactérias) parece ser um jogador-chave na modulação da química cerebral e, consequentemente, do humor.
Seu microbioma é determinado pela idade, genética, geografia, medicamentos, estresse e talvez o mais importante, pela dieta. Aparentemente, nós nunca comemos sozinhos. Quando nos alimentamos, também estamos servindo às colônias bacterianas em nosso intestino. Sua alimentação define que tipos de bactérias prosperam. Estamos apenas começando a apreciar as consequências para a saúde a partir de específicos perfis de microbioma.
Usando uma variedade de intervenções, incluindo dieta, antibióticos, probióticos e transplante fecal, os pesquisadores começam a entender como essas bactérias intestinais afetam o humor. Dois mecanismos têm dominado grande parte dessa pesquisa, a serotonina e  a inflamação.
A serotonina, um mensageiro químico conhecido no cérebro, é o alvo de toda uma classe de antidepressivos (Prozac, Zoloft, Celexa). Acontece que a grande maioria da nossa serotonina está localizada no intestino, não no cérebro. O corpo fabrica esse importante regulador de humor a partir do triptofano, um aminoácido das proteínas alimentares. Devido às bactérias intestinais poderem determinar o quanto de triptofano é absorvido, elas têm um efeito poderoso sobre o nível de serotonina que é determinante crítico do humor.
Os cientistas demonstraram que dietas ricas em gorduras saturadas e carboidratos refinados desencadeiam mudanças nas bactérias intestinais associadas com inflamação crônica sistêmica. Esse estado inflamatório de longa data tem sido identificado como um fator causal na depressão.
Certos probióticos têm demonstrado exercer efeitos antidepressivos em modelos animais e seres humanos. Esses suplementos dietéticos, às vezes chamados de psicobióticos, contêm micróbios vivos que podem fornecer a próxima geração de antidepressivos.
Numa série de experiências, Bravo et al. demonstraram que Lactobacilli reduziu os níveis de cortisol induzidos pelo estresse e comportamentos relacionados à depressão em animais. Quando foi cortado o nervo vago, esse efeito foi eliminado. Isso proporcionou a primeira identificação do percurso de tal comunicação a partir do intestino para o cérebro.
Ainda temos muito a aprender. A determinação clara de quais perfis de microbiomas são consistentemente associados com a depressão e a melhor intervenção psicobiótica ainda não foi alcançada. Mas esse dia não está longe.
A implicação é que o cérebro pode ser confuso, mas o trato gastrointestinal sabe.
 A ciência, a fortaleza da racionalidade, está demonstrando o que os poetas sempre souberam. Se você procurar a verdade, os sentimentos muitas vezes vencem os pensamentos.

Artigo traduzido por Essential Nutrition
Autora: Paul Spector


segunda-feira, 23 de março de 2015

O futuro é de velhos, gordos, inférteis e doentes

O biólogo francês Jean-François Bouvet está chamando a atenção internacional com um livro recém-lançado na França, Mutants: à quoi ressembleronsnous demain? (Mutantes: como seremos amanhã?).
Nele, o professor da Universidade Claude Bernard, Lyon, após dez anos de pesquisa em neurobiologia, retoma a tese de que as modificações ambientais produzidas pelo homem, desde a Revolução Industrial, estão causando uma transformação inédita na espécie maior que a seleção natural . “O homem provocou um Big Bang químico que agora age sobre ele”.
 Velho, gordo, mais alto , infértil e doente - esse é o retrato do ser humano atual e do seu futuro.
 De acordo com a pesquisa, a altura dos franceses aumentou quase cinco centímetros nos últimos 30 anos, mas, em compensação, mais de 15% da população adulta se tornou obesa. Ao mesmo tempo, atualmente uma entre quatro meninas afroamericanas entra na puberdade por volta dos 7 anos. E, em meio século, a concentração de espermatozoides diminuiu 40% nos homens de todo o planeta, sendo acompanhada por uma diminuição das taxas de testosterona( hormônio da sexualidade masculina).
A flora intestinal também vem se modificando devido à ingestão de novos alimentos, nos tornando inaptos a assimilar os alimentos antigos, o que gera inúmeras alergias.
Outra estatística alarmante é o número de casos de Alzheimer.Só na França a previsão é de que haverá 2 milhões de doentes até 2020.
Pouco otimista, Bouvet acredita que O Homo sapiens (Homem sábio) estaria virando Homo perturbatus (Homem perturbado). Nesse sentido, não  parece ilegítimo falar de “retroevolução”, porque se trata de uma evolução para trás, um tipo de feedback.

Mutação química
Há um fenômeno global em que o homem inventa novas moléculas e faz isso tão rapidamente que não há tempo para estudos sérios sobre seu impacto. Elas são logo colocadas no mercado e, só depois, percebemos que são perigosas. Estamos falando de coisas como herbicidas, pesticidas ,fungicidas, os parabenos , os ftalatos e Bisfenol A que jogamos no ambiente sem parar. Uma pesquisa de 2012 com cerca de 4000 americanos mostra  que mais de 95% dos adultos apresentam o Bisfenol A na  urina e um terço das mulheres e 30% dos homens são obesos.
 Essa substância está presente principalmente em embalagens de plástico feito de policarbonato e no revestimento interno de latas de alumínio, como as de refrigerante, por exemplo. Uma vez no organismo, o Bisfenol A (BPA) imita a ação do estrogênio, um hormônio sexual feminino, interferindo diretamente no funcionamento de algumas glândulas endócrinas, podendo também aumentar ou diminuir a ação de vários hormônios. O bisfenol A vem sendo associado a alguns tipos de câncer, como o de mama, além de problemas de reprodução, obesidade, puberdade precoce e doenças cardíacas. 
O Ministério da Saúde registrou 8 mil casos de intoxicação por agrotóxicos no Brasil em 2011. Entre os trabalhadores rurais, os dados apontam que um número cada vez maior de mulheres estão sendo afetadas pelo produto, embora existam mais notificações sobre a intoxicação de homens.
Sempre que possível, escolha alimentos orgânicos, beba muito liquido e faça desintoxicação do organismo.
Podemos reduzir a ingestão do Bisfenol A evitando brinquedos plásticos, mamadeiras, embalagens de plástico para alimentos e bebidas que tenham o símbolo ‘PC’, que significa policarbonato, ou cujo símbolo de reciclagem leve os números 3 ou 7, que indicam a presença do BPA.