quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A importância da Hidratação

A água, é o elemento mais abundante no organismo humano, representando cerca de 60%  a 70% do peso total do seu corpo. É o veículo de transporte de nutrientes, é o meio onde ocorrem quase todas as reações bioquímicas que sustentam a vida e ainda, contribui para regular a temperatura corporal eliminando o excesso de calor pelo aumento da transpiração.

Distribuição da água no organismo
A quantidade e localização da água corporal depende de três fatores: idade, sexo e adiposidade. Sabe-se que a água representa 60% do peso total do corpo, o que corresponde a 42 litros num adulto masculino de 70 Kg. Este percentual  varia inversamente com o teor de gordura do corpo, isto é, quanto menos gordura está presente maior será o percentual de água, e vice-versa.
A água total do corpo está distribuída entre dois grandes compartimentos: aproximadamente 60-75% está localizada nos fluidos do compartimento intracelular e os restantes 25-40% fazem parte dos fluidos do compartimento extracelular.
O fluido extracelular contém um teor relativamente elevado de sódio e cloreto e pequenas quantidades de potássio, cálcio, magnésio, fósforo e enxofre. Quanto ao fluido intracelular (dentro da célula), este apresenta uma composição bastante distinta da anterior. É particularmente rico em potássio, magnésio, enxofre, fósforo e pobre em sódio e cloreto.

Funções da água no organismo 
As principais são:
É o maior componente da estrutura da célula e dos fluidos do organismo.
É o solvente de vários solutos, gases e enzimas.
É um meio para as reações celulares e para o transporte de nutrientes, de íons e do oxigênio.
É necessária para a função e estrutura correta do músculo.
É essencial para o sistema cardiovascular e respiratório.
Faz parte dos processos químicos da digestão e de absorção.
Transporta e excreta as toxinas.
Regula a temperatura corporal.

Você sabe se está hidratado?
 A sede não constitui um indicador fidedigno das necessidades hídricas e o seu mecanismo só é ativado quando  há perda  entre 1500-2000 ml de líquidos.
Numa situação de baixa hidratação, verifica-se  um aumento da temperatura corporal, da frequência cardíaca, secura das mucosas da boca e do nariz, comprometimento na atenção,  no  raciocínio e fadiga crescente. 
Há também que observar a coloração e a quantidade da urina, bem como a sua frequência. O organismo gera, continuamente, catabolitos que vão ser na sua  grande maioria eliminados através da urina. Como esta função é essencial para o organismo, os rins vão captar a água de que precisam para produzir a urina, mesmo que a pessoa se encontre desidratada. Contudo, os rins vão concentrá-la até ao máximo possível fazendo que esta apresente uma coloração amarela escura e um odor acentuado. Se, pelo contrário, a urina se mostrar de cor clara e inodora será um indicador de boa hidratação.
A reposição de líquidos deve ser contínua e fracionada durante todo o dia,  de forma a melhorar a  sua captação pelos intestinos, local onde a maior parte dos mesmos são absorvidos com maior eficiência.

O que beber?
A água entra no organismo fundamentalmente através da ingestão de líquidos, como a água, leite, sopa, sucos de frutas  e outras bebidas, e do consumo de diversos alimentos sólidos, como  os vegetais, as frutas, a carne e o peixe, entre outros.
No entanto, recomenda-se o controle no consumo de  líquidos  açucarados, bebidas com álcool,sucos artificiais e refrigerantes.
Hoje em dia, muito tem se falado sobre os benefícios de se consumir água alcalina, ou seja ,com ph acima de 7,0.
A água alcalina neutraliza o ácido no sangue, aumenta os níveis de energia e metabolismo, além de ajudar o organismo a absorver os nutrientes de forma mais eficaz .
Existem alguns locais no mundo onde as pessoas tem mais disposição, maior vitalidade e maior expectativa de vida. Isto é visto tanto em regiões com alto grau de desenvolvimento como nos Alpes Suiços e Alpes Italianos, como em regiões do mundo pouco desenvolvidas, como nos Povos Hunzas no Himalaia.

As características importantes destas regiões são que  todos consomem diariamente água alcalina ionizada. Lá as fontes de água são naturalmente alcalina e ionizadas.
Hidrate-se sempre e com líquidos de boa qualidade!


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Dia Mundial da Alimentação


No  Dia Mundial da Alimentação, celebrado sempre  no dia 16 de outubro, mais de 180 países organizam atividades e se mobilizam a fim de reduzir a fome. A data é comemorada há 27 anos e lembra a criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).
 Em 2012 o tema escolhido para o Dia Mundial da Alimentação, é "Cooperativas Agrícolas". Com isso, a FAO quer desencadear uma reflexão sobre o quadro atual da ação das cooperativas agrícolas na garantia da segurança alimentar e na redução da pobreza.
A segurança no preparo e na compra dos alimentos é requisito fundamental para uma alimentação adequada.

Preste Atenção:

RÓTULOS - LEIA ATENTAMENTE
Para você que necessita cuidados especiais na alimentação, é muito importante prestar atenção às informações constantes do rótulo do produto que pretende adquirir.Torne isto um hábito.

- NOME DO PRODUTO: é a primeira indicação de que o produto é apropriado ou não à sua alimentação.

- LISTA DE INGREDIENTES: leia atentamente os ingredientes que compõem o alimento.Se você é celíaco, verifique a existência de trigo, centeio, cevada,  aveia, malte. Os alimentos que contenham estes ingredientes devem, obrigatoriamente, apresentar a advertência “CONTÉM GLÚTEN” em destaque.  Mesmo que o rótulo traga a informação “não contém glúten” dê uma avaliada na lista de ingredientes para certificar-se de que pode consumi-lo.Se você é diabético, confira a existência de açúcares e ingredientes que possam contê-lo.Saiba que os alimentos para dietas com restrição de nutrientes, em especial para restrição de carboidratos, devem especificar a presença de mono e ou dissacarídeos existentes no alimento através da expressão “Diabéticos: contém .. (sacarose, frutose, glicose – conforme o caso)”. Esta informação deve estar no rótulo em destaque e em negrito.

- TABELA NUTRICIONAL:verifique a porção do alimento avaliada e sua composição nutricional. Se, por exemplo, você necessita controlar o  sódio,  confira a quantidade do alimento que está sendo descriminada na tabela como porção.

- DATA DE VALIDADE: não adquira produtos vencidos ou muito próximos de seu vencimento.
- IDENTIFICAÇÃO DO FABRICANTE: não adquira produtos que não tenham a indicação do responsável por sua fabricação.
- SELOS DE GARANTIA: Para produtos de origem animal, só adquira alimentos que contenham o carimbo do SIF – Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e/ ou SIM – Serviço de Inspeção Municipal.
Para alimentos orgânicos, verifique a existência do selo brasileiro que o identifica como tal. Atualmente, as certificadoras credenciadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento são ECOCERT, IBD, IMO e TECPAR.

- PREPARAÇÃO DE ALIMENTOS:Dados epidemiológicos do Ministério da Saúde apontam que 45% das contaminações por doenças transmitidas por alimentos ocorrem dentro das  nossas casas . Esse tipo de doença, responsável por cerca de 670 surtos com 13 mil doentes todo ano, está associada principalmente ao manuseio incorreto e à conservação inadequada de alimentos.
O primeiro aspecto que não pode ser esquecido é o da limpeza. É preciso lavar as mãos antes de iniciar a preparação dos alimentos e, frequentemente, durante todo o processo. Os equipamentos, superfícies e utensílios, como facas ou tábuas de corte, também devem estar limpos.
Insetos, pragas e outros animais precisam estar longe do local onde o alimento será preparado. Além disso, as bancadas de cozinhas e as tábuas de corte não podem ter rachaduras, trincas e outros defeitos que favoreçam o acúmulo de líquido e sujeiras.
Separar os alimentos crus dos cozidos para evitar a contaminação cruzada. Isso porque, alimentos crus, especialmente carnes, peixes e seus derivados, podem conter microorganismos  perigosos que podem ser transferidos para outros alimentos durante sua preparação ou armazenamento.
A temperatura também é fundamental para evitar a contaminação. Um cozimento adequado, a uma temperatura acima de 70ºC, consegue matar quase todos os micróbios presentes nos alimentos. Para ter certeza do cozimento completo, principalmente em carnes bovinas,suínas e de frangos, deve ser verificada a mudança da cor e textura na parte interna do alimento.
É importante  destacar  que em condições ideais, uma única bactéria pode se multiplicar em 130 mil em apenas seis horas.. Por isso, alimentos cozidos não podem ficar por mais de duas horas à temperatura ambiente, os alimentos perecíveis devem ser refrigerados e os cozidos permanecer quentes até o momento de serem servidos.
Por fim,  deve- se conhecer a procedência do alimento que iremos consumir. Nesse quesito, é fundamental verificar se o supermercado ou estabelecimento comercial apresenta condições adequadas de conservação dos alimentos oferecidos, inclusive com presença de termômetro, em refrigeradores, balcões térmicos e congeladores, para controle da temperatura.
 Para garantir uma alimentação mais segura, o consumidor  precisa agregar ao seu dia-a-dia conceitos como limpeza , organização dos ambientes nos quais compra sua comida e a conferência da composição do alimento.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Nova opção para intolerantes à lactose


Para quem gosta de novidades ou é intolerante à lactose, chegou no mercado  o queijo cottage LacFree.
O queijo cottage  LacFree é  um alimento com  zero lactose, alto teor de cálcio e proteína, baixas calorias e com  uma redução no sódio (33% de redução em comparação ao tradicional).
De acordo com o presidente da empresa “diversos estudos indicam que grande parte da população brasileira possui algum grau de intolerância à lactose. Entretanto, somente agora as pessoas estão tomando consciência dessas restrições. O mercado possui poucos produtos específicos para essa população e foi pensando nisso que desenvolvemos a linha de produtos LacFree”.
Por enquanto, a linha LacFree pode ser encontrada encontrada em alguns  estados, dentre eles o Rio Grande do Sul.
Acesse o link para saber os pontos de venda :http://www.semlactose.com/wp-content/uploads/2012/10/VERDE-CAMPO-PONTOS-DE-VENDA.pdf


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Menos aditivos na sua alimentação


A vida moderna nos leva ao maior consumo de alimentos industrializados, os quais possuem cada vez mais  a presença  de aditivos.
Os aditivos para alimentos são substâncias não-nutritivas que melhoram a aparência, sabor, textura e o tempo de armazenamento de alimentos. Inúmeros são os problemas  relacionados ao excesso de consumo como: alergia, hiperatividade , câncer e outros.
Para incentivar o consumo de alimentos saudáveis a PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor- preparou um encarte onde você encontra a lista com os aditivos mais comuns presentes nos alimentos.
Quanto mais colorido, industrializado ou elaborado for um produto, maiores serão as probabilidades de que contenha muitos aditivos. Na lista observe  quais os produtos que você deve evitar e os que podem causar reações alérgicas.
Acesse o link abaixo para obter a lista de aditivos:
http://www.proteste.org.br/saude/nc/noticia/menos-aditivos-no-seu-prato-1/download?ressourceUri=B8E68904D806A71E4B5B9D5EEA810ACC29C6DEB2


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Redução de Sódio em alimentos

O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA) assinaram,em agosto, um acordo para redução dos teores de sódio de temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais. A mudança começa a ser colocada em prática a partir de 2013.
A redução mais significativa ocorrerá no setor de margarina vegetal. O compromisso é colocar no mercado, no próximo ano, o produto com 19% a menos de sódio. Segundo o acordo, em 2015, o teor máximo de sódio a cada 100 gramas será de 715 mg. Atualmente, é de 1.660 mg.  
Os cereais terão uma redução em sódio de 7,5% no primeiro ano.Em 2015, deverá ser 15% menor do que o encontrado atualmente no mercado brasileiro. 

Os caldos líquidos terão uma redução de 3,5% ao ano. Já o tempero em pasta,reduzirá  de 3,5% ao ano até chegar a 6,5% em 2015 e para tempero de arroz, a meta é retirar 1,3% do sódio anualmente.

Esta é a terceira fase do acordo firmado entre Ministério da Saúde e a ABIA. Nas fases anteriores, foi acertada a redução dos teores de sódio de macarrões instantâneos, bisnagas, pão de forma, pão francês, mistura para bolos, salgadinhos de milho, batata frita, biscoitos e maionese.

A tabela abaixo mostra a redução proposta do teor de sódio em alimentos:

PRODUTO
TEOR ATUALDE SÓDIO(mg/100gr)
META 2013
META 2015
Margarina vegetal
1660
1089
715
Cereais matinais
677
579
418
Tempero em pasta
40700
37901
33134
Tempero para Arroz
33800
32927
32076

O sódio e a saúde

A  segunda edição da pesquisa sobre os Hábitos Alimentares dos Brasileiros, realizada em 2011, com homens e mulheres de 17 a 65 anos, em igual proporção, das classes A, B, C e D, apontou a preocupação do brasileiro com o que se coloca no prato.
Há uma maior consciência de que o que se come hoje poderá refletir em risco de doenças futuras e o sódio é visto como o grande “vilão” do momento, sendo que no levantamento anterior, feito em 2006, essa posição era ocupada pelo açúcar.
Entre as doenças que mais preocupam estão: a hipertensão (65%), o diabetes (63%) e o colesterol alto (54%), em especial entre os mais velhos. A obesidade, por sua vez, ficou em quarto lugar, com 45%, e preocupa os mais  jovens.
Diminuir o consumo de alimentos salgados como pão,temperos prontos presunto e outros embutidos pode reduzir os riscos de câncer de estômago. O alerta foi feito pela ONG britânica World Cancer Research Fund (Fundo Mundial de Pesquisas sobre o Câncer, WCRF).
Diminuir  alimentos com alto teor de sódio  e principalmente o sal na alimentação, previne o aparecimento de inúmeras doenças. Comece logo  a substituição do sal pela adição de pimentas e temperos naturais.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Mais Pimenta e Menos sal


Malagueta, dedo-de-moça, comari, biquinho, caiena, habanero, tabasco, jalapeño. Não faltam opções de pimentas para temperar e dar sabor aos alimentos. A variedade existente no Brasil e no mundo é ampla, tanto quanto os benefícios que elas podem propiciar ao organismo.
Atreladas a um estilo de vida saudável, essas picantes frutinhas (na classificação da  botânica) podem melhorar o humor, ajudar a emagrecer, aumentar a circulação sanguínea e agir como antiinflamatórios.

No livro “ Pimenta e seus benefícios para  a saúde, o médico Marcio Bontempo, explica que os efeitos são resultados da ação da capsaicina e da piperina, agentes ativos, encontrados nos frutos, com comprovada ação vasodilatadora arterial. E ainda, aumentam a produção de endorfinas, o hormônio do prazer e do bem-estar, e de outras substâncias também ligadas à satisfação, como a serotonina e a dopamina. "Na mulher, a melhora na irrigação sanguínea e a elevação da serotonina ainda produz um efeito afrodisíaco", afirma o médico.

Ação antioxidante e auxilia na redução de peso

A ação sobre o controle do peso se dá pela aceleração da queima metabólica e seus impactos sobre o metabolismo foram comprovados em uma pesquisa conduzida na Univesité Laval, do Canadá (Québec). Durante um período, voluntários consumiram uma pequena porção de pimenta-caiena no café da manhã e tiveram o apetite reduzido e a queima de calorias aumentada.

Graças à presença de vitamina C, licopeno e outros pigmentos, as pimentas ainda têm efeito antioxidante e  promovem uma varredura de radicais livres desencadeadores do processo inflamatório.
Estima-se que os brasileiros consumam meio grama por dia de pimenta, a mesma quantidade que os europeus. De acordo com Nelusko Linguanotto Neto, autor do livro Dicionário Gastronômico, os campeões mundiais são os coreanos, com 8 gramas diárias, na sequência, vêm os tailandeses com 5 gr/dia , seguidos dos indianos com 2,5 gr/dia  e dos mexicanos com 2 gr/dia

Grau de ardência


A característica mais importante e peculiar encontrada nas pimentas é a sensação de ardência ou queimação (pungência) causada pela ingestão ou aplicação tópica das mesmas. Essa substância na verdade é um composto químico formado por capsaicinóides, perceptíveis aos seres humanos em soluções de dez partes para um milhão de água.
O grau de ardência das pimentas é a medida que classifica as pimentas de acordo com a quantidade de capsaicina, o qual é apresentado em unidades na Escala de Scoville, sendo um dos testes considerado muito confiável.
Os capsaicinóides são produzidos nas glândulas da placenta da fruta. Embora as sementes não sejam a fonte de ardência, elas ocasionalmente absorvem a capsaicina devido a proximidade com a placenta.
Os níveis de ardência da pimenta são influenciados por componentes ambientais e genéticos, tais como: estrutura genética da variedade, condições climáticas, condições de crescimento e idade da fruta. Além disso, estudos recentes revelam que quanto maior o risco da planta ser atacada por fungos, maior é a quantidade de capsaicina  presente no fruto. Esse mecanismo de defesa garante a proteção da fruta contra a invasão de bactérias.

Confira abaixo o grau de ardência das diversas pimentas:
  
PIMENTA
GRAU DE ARDENCIA
ESPECIFICAÇÕES
Biquinho
0 a 1
Não arde , muito aromática, usada na decoração de pratos
Pimenta-do-reino
3 a 4
Usada no tempero de carnes, aves e peixes
Alapeño
5
Empregada em molhos e como acompanhamentos dos nachos
Dedo-de-Moça
6
Usada na culinária brasileira
Pimenta Serrano
7
Conhecida como pimenta verde e usada como tempero de carnes
Pimenta-de-bode
8
Usada na culinária Goiana
Comair
8
Servida separada pelo alto grau de ardencia
Malagueta
9
Em Portugal é conhecida como piri-piri
Habanero
10
Usada  em pratos a base de tomate e frutos do mar
Jolokia
20
Encontrada na índia, conhecida como pimenta fantasma, está no GuinessBook como a mais forte do mundo

Quem deve evitar


Pessoas com problemas de refluxo, úlceras e gastrites devem evitar o consumo para não agravar o quadro.
O alimento também não é o responsável pelo desenvolvimento de hemorroidas, como muitos imaginam. As pimentas, assim como no caso das disfunções estomacais, agravam a situação.



terça-feira, 24 de julho de 2012

USP cria índice brasileiro considerando a gordura corporal


Um estudo da USP,Ribeirão Preto, propõe  a criação de um novo IMC (índice de massa corporal). Ele pode ser o primeiro IMC brasileiro, segundo afirmações de  alguns especialistas.
Conhecido mundialmente, o IMC é uma medida antiga, do século 19. Trata-se de um cálculo rápido para saber se alguém está muito acima ou abaixo do peso ideal.
Divide-se o peso da pessoa pelo quadrado da sua altura. O peso é considerado ideal quando o IMC está entre 20 e 25. Acima de 25 passa a ser sobrepeso. Mais do que 30 é considerado obesidade.
O estudo da USP recomenda recorrer a mais de um índice para avaliar o paciente.
Para projetar a fórmula do IMC brasileiro, o estudo avaliou 501 estudantes da USP, com índices de 20 a 25,ou seja, que parecem normais.
Além de saber o peso e a altura da pessoa, o estudo de Ribeirão utilizou um aparelho de impedância bioelétrica ( leitura da composição corporal), o qual por meio da corrente elétrica faz o cálculo da massa gorda do corpo.
Esse  novo cálculo dá um refinamento porque introduz na formulação a massa gorda, possibilitando  avaliar a situação da gordura corporal  mesmo com IMC  considerado ideal .
Para Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), o IMC da USP poderá ajudar a criar mais bancos de dados usando brasileiros, já que os índices mundiais baseiam-se em outros povos.

Leia a tese de mestrado de Mirele Savegnago Mialich que originou o estudo:


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Rótulos podem confundir o consumidor quanto a presença de gordura trans


A inclusão da gordura trans na rotulagem, em meados da década passada, trouxe consigo um dilema: os itens que entram no carrinho do supermercado têm ou não têm gordura trans? Em tese, bastaria examinar a tabela nutricional, ou seja, se a quantidade exibida é maior que zero, tem. Se não houver número nenhum, não tem. No entanto, não foi isso que mostrou uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) num trabalho de mestrado defendido em 2011 e publicado este ano em uma revista científica internacional.
A nutricionista Bruna Maria Silveira comparou a tabela com a lista de ingredientes de 2.327 embalagens de alimentos coletados num grande supermercado de Florianópolis. Metade deles tinha entre os ingredientes algum composto com gordura trans, mas apenas 18% traziam um número maior que zero na tabela nutricional.
No Brasil, desde 2006 a legislação obriga que o conteúdo de gordura trans seja apresentado no rótulo dos alimentos industrializados. No entanto, a presença só deve ser descrita se for acima de 0,2g de gordura trans por porção do produto, o que pode mascarar a notificação de presença ou ausência da substância nos alimentos.
A regra permite que um biscoito feito com gordura vegetal hidrogenada e porção sugerida de 30 gramas (o que às vezes equivale a 2,5 biscoitos) tenha sempre o “zero trans” na tabela. Assim, quem lê apenas a tabela nutricional, ao comer 5 ou 8 biscoitos estará  ingerindo gordura trans, sem saber .

Descrições equivocadas e dúvidas
A análise realizada em rótulos de 2.327 alimentos industrializados encontrou 14 denominações para designar a gordura trans na lista de ingredientes – desde a mais comum, como “gordura vegetal hidrogenada”, até descrições equivocadas na denominação química, como “óleo vegetal líquido e hidrogenado”.
O estudo permitiu também a observação de nove denominações que deixam dúvida sobre o conteúdo de gordura trans, como “gordura vegetal” ou “margarina”.Mas a denominação gordura vegetal ou margarina pode representar que o alimento contém gordura trans”, esclarece a nutricionista.
Segundo ela, aproximadamente metade (51%) dos produtos alimentícios analisados citava componente com gordura trans ,apenas, na lista de ingredientes. Poucos produtos (18%) citaram algum conteúdo de gordura trans no quadro da informação nutricional e 22% dos alimentos destacaram na parte da frente rótulo frases com o sentido de “não contêm gordura trans”.
“A concordância entre a presença de gordura trans na lista de ingredientes e a presença de gordura trans no quadro da informação nutricional foi muito baixa (16%) significando que observar a presença de gordura trans no quadro de informação nutricional é pouco seguro para determinar se o alimento contém esse tipo de gordura”, alerta a profissional.
Seu estudo mostra também que entre os alimentos que tinham destaque na frente do rótulo “não contém gordura trans”, a concordância com lista de ingredientes foi nula (0%). Significa que essas frases de destaque não indicam que o produto é livre de gordura trans. Ela ressalta ainda que a cada 10 produtos que diziam não ter gordura trans, somente em quatro deles este tipo de gordura não tinha sido realmente usado segundo a lista de ingredientes.
“Os resultados indicam que não se pode considerar apenas o quadro da informação nutricional e o destaque de “ não contêm gordura trans” para saber se o alimento industrializado tem ou não gordura trans. Além disso, sua pesquisa indica que,  mesmo consultando a lista de ingredientes para detectar a presença da gordura trans, nem sempre esta informação está clara pelo uso de diversas denominações para a gordura vegetal hidrogenada.
Na avaliação da autora do trabalho, os resultados podem ser analisados como em desacordo e confusos em relação a rotulagem nutricional e o direito do consumidor em ser informado. Além disso, os produtos podem afetar a saúde da população e, consequentemente, causar impacto nos serviços de saúde do país.
O estudo mostra a necessidade de reformulação na legislação brasileira sobre a rotulagem nutricional para os produtos alimentícios no que diz respeito à notificação da gordura trans por porção na informação nutricional e revela a ausência e padronização de denominações de gorduras na lista de ingredientes.

Saiba mais sobre a gordura trans
A gordura é uma classe dos lipídios formada por  moléculas com grandes cadeias de átomos de carbono que armazenam muita energia, por isso são uma das reservas do nosso corpo. Dividem-se em dois grupos: saturadas e insaturadas
No início do século passado, a indústria alimentar tentou descobrir uma substância mais saudável e barata que a gordura animal (saturada), para a fabricação de massas, pães e outros. A solução foi aparentemente simples: forçar o rompimento das ligações duplas da gordura vegetal (insaturada), gerando um sólido. Como fazer isso? Adicionando átomos de hidrogênio para se ligarem aos carbonos com duplas ligações, transformando-as em duas simples, em um processo chamado de hidrogenação. Nasceu aí a gordura vegetal hidrogenada.
 A partir da década de 80, ganharam força as evidências de que a gordura hidrogenada poderia ser ainda menos saudável que a gordura saturada. O motivo: na hidrogenação industrial, nem todas as ligações duplas são eliminadas e as restantes formam um ângulo muito pequeno, o que em química se reconhece pelo prefixo “Trans” – daí o nome “gordura trans”.
 Há dois tipos de gordura trans, com características e funções diferentes no organismo humano.
- A gordura trans industrial é um tipo de gordura criada em laboratório e muito utilizada pela indústria de alimentos para dar a textura, sabor e aumentar a validade dos alimentos, mas que o organismo humano não reconhece e acaba afetando o seu funcionamento normal. As doenças associadas ao consumo desse tipo de gordura são principalmente as doenças do coração, excesso de peso , diabetes, aumento do colesterol  LDL ( ruim) e redução  do colesterol  HDL (bom). As pesquisas demonstram também influência em certos tipos de câncer, problemas fetais e infertilidade.
- A gordura trans natural, também denominada CLA, é aquela contida em alimentos oriundos de animais ruminantes, como leite e carne bovina. Este tipo de gordura é consumido há séculos pelo ser humano e sem prejuízos à saúde.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Os nutrientes que reforçam a imunidade


Estamos quase no inverno.As baixas temperaturas propiciam o aumento de gripes, resfriados e doenças respiratórias, especialmente entre as crianças e idosos. 
Nessa época do ano, como passamos mais tempo em ambientes fechados, o ar que respiramos não se renova com tanta facilidade. Outra característica é o resfriamento do corpo, que acaba servindo como porta de entrada para essas doenças.
A gripe é causada pelo vírus influenza A e B, que sofre mutações sazonais. Já o resfriado é causado pelo rinovírus em 70% dos casos. E são mais de 100 tipos, daí a dificuldade de se desenvolver uma vacina. Vários estudos mostram que a principal via de transmissão dos vírus do resfriado e da gripe é manual, ou seja, a pessoa ao espirrar espalha goticulas em superfícies e minutos depois, outra ao tocar no mesmo lugar e levando  a mão ao nariz ou à boca, o contágio é feito. 
Com isso, passa a ser importante a  lavagem das mãos com frequencia e uma alimentação que reforce o funcionamento do sistema imunológico e amenize a ocorrência destes problemas. 
 As substâncias essenciais  são as vitaminas  A, C, E e os minerais, como zinco e selênio, além dos óleos omega 3.
O zinco contribui diretamente para prevenção e tratamento de doenças comuns no frio, porque se relaciona ao desenvolvimento de células do sistema imune, como os linfócitos. Essas células tem como principal função a identificação de substâncias invasoras, como vírus e bactérias. O zinco está presente em mariscos, ostras, carnes vermelhas, fígado, ovos ou em suplementos.
Outro nutriente que tem papel extremamente importante para melhora do sistema imunológico é a vitamina C. Ela inibe a síntese de DNA e RNA de vírus, dificultando sua replicação.As principais fontes deste nutriente incluem acerola, caju, goiaba, manga, mamão, morango, laranja, limão, tangerina, folhas de vegetais crus e tomates.
Já a vitamina E é indispensável. Ela está entre os melhores antioxidantes e dá um reforço extra ao sistema imunológico. Você encontra a vitamina E em alimentos como o gérmen de trigo, arroz, óleo de  milho e girassol, além das nozes, castanhas e em suplementos.
A vitamina A, presente em produtos de origem animal e em vegetais de cor amarelada e folhas verde-escuro, contribue  muito para o bom funcionamento do sistema imunológico e. Os ácidos graxos ômega 3 auxiliam na diminuição da inflamação reforçando as defesas do organismo, estando presente principalmente nos peixes de águas geladas.
Que esses alimentos são essenciais para o bom funcionamento do sistema imunológico e para prevenção de doenças já está provado. Mas como devemos consumi-los para extrair seus benefícios? O ideal é inclui-los nas refeições e no caso de carências nutricionias,  através de suplementos. A necessidade nutricional varia muito de pessoa para pessoa. Tomar um copo de suco de laranja ao dia,preparado na hora de beber, é recomendado para se obter proteção.
Também condimentos picantes como pimenta, molhos picantes e o alho ajudam a aliviar o congestionamento das vias aéreas.
 É muito importante manter a hidratação em todas as ocasiões, especialmente quando se está debilitado. Abuse dos chás de camomila, hortelã e gengibre.O chá de gengibre é altamente recomendado para os casos de gripe ou resfriado. Para o preparo, basta  aquecer uma xícara de água e assim que ferver desligue o fogo e faça a infusão por 10 minutos com duas colheres de sopa de gengibre fresco ralado. Se preferir, acrescente mel e canela em pó.

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Fast food pode levar à depressão

Cientistas espanhóis,das Universidades de Granada e Las Palmas, confirmaram que a ingestão das chamadas comidas rápidas (fast food) está fisiologicamente ligada à depressão.
Foram 12.059  voluntários  em 2011 e 8.964 em 2012, acompanhados por pelo menos seis meses.
O estudo, considerado de larga escala, analisou pessoas que nunca sofreram de depressão e  nunca haviam tomado antidepressivos
Os resultados publicados no jornal médico Public Health Nutrition, mostraram que consumidores de fast food têm 51% a mais de probabilidade de desenvolver  depressão.
Os pesquisadores incluíram na categoria de comidas rápidas, além dos tradicionais sanduíches, hambúrgueres e pizzas, as comidas industrializadas assadas, como croissants, doughnuts, tortinhas, empadas, esfihas, etc .
Além da associação entre as comidas rápidas e a depressão, os cientistas das universidades identificaram uma relação dose-resposta. Isso significa que, quanto maior é a ingestão de fast food, maior é a probabilidade de desenvolvimento da depressão.
A pesquisa também identificou o padrão social das pessoas sob maior risco.
Segundo a professora Almudena Sánchez-Villegas, os maiores consumidores de comida rápida são solteiros, fisicamente pouco ativos e possuem hábitos alimentares ruins, com a ingestão de poucas frutas e vegetais.
Outras duas características que se destacaram são fumar e trabalhar mais de 45 horas por semana.

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 29 de março de 2012

Mudança de hábitos pode prevenir mais da metade dos casos de câncer


Pesquisadores do Centro de Câncer Siteman-Universaidade de Washington  divulgaram uma pesquisa que comprova com números como o estilo de vida das pessoas tem impacto no aumento dos casos de câncer.  
No artigo  publicado na revista Science Translational Medicine  em 28 de março, os  cientistas  estudaram vítimas de câncer de várias partes do mundo e chegaram à conclusão de que é possível prevenir mais da metade dos casos da doença. 
De  acordo com  o epidemiologista e professor da Universidade de Whashington, Graham Colditz,  as escolhas de nosso estilo de vida, como fumar, o tipo de alimentação e a  falta de atividade física  podem influenciar de maneira descisiva  na causa do câncer. Eles demonstraram que o fumo por si só é responsável por um terço de todos os casos de câncer  nos Estados Unidos. O excesso de peso e obesidade soma outros 20 por cento.
Manter o peso e uma dieta equilibrada diminuiu pela metade a incidência de vários tipos de câncer. E se a pessoa praticar exercícios regularmente, a redução é ainda maior: 85%. Vacinas podem evitar o desenvolvimento de doenças que levam, por exemplo, ao câncer no cólo do útero e fígado.
No estudo, os pesquisadores deixam claro que as medidas são realmente eficientes se passarem a fazer parte do dia-a-dia da pessoa.Um exemplo seria eliminar , o mais rápido possível, as gorduras trans na dieta dos americanos.
Não adianta parar de fumar hoje e voltar  anos depois. Ou perder peso e engordar de novo. 


O Centro de Câncer Siteman recomenda hábitos que  podem prevenir a doença.
 Confira algumas dicas:
- Mantenha um peso saudável. Para isso combine atividade física e movimento no seu dia a dia.
- Tenha uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais, coma devagar , mastigue bem,  e reduza as porções dos alimentos.
- Inclua diariamente alimentos ricos em ácido fólico (vegetais verde escuro, lentilha, feijão,etc) ou tome um suplemento com ácido fólico.
- Reduza ao máximo o consumo de gordura trans ( aquelas presentes em fast food,  sorvetes, produtos industrializados e outros ). 
- Dê preferência ao óleo de oliva e canola, que contém mais gorduras saudáveis
- Dê preferência para alimentos integrais.
- Incentive as crianças para comer lanches saudáveis.
- Não fume.
- Opte por bebidas sem álcool durante festas ou reuniões.
- Proteja-se do sol ( chapéu e filtro solar) . Evite a luz direta do sol entre 10h e 16h.
- Proteja-se de doenças sexualmente transmissíveis.
- Faça exames regularmente.

Fonte: www.siteman.wustl.edu

quinta-feira, 22 de março de 2012

Restrição de sono e a saúde


Retorno  ao trabalho,aos estudos, aos cursos e demais compromissos. Cuidado! não deixe de incluir na sua rotina diária as horas de sono  necessárias ao bom funcionamento  do organismo.
 O sono é tão importante para o ser humano quanto a sua alimentação e hidratação. Cada indivíduo tem seu tempo de sono. Uns precisam de mais e outros de menos tempo de sono para se sentirem descansados e prontos a enfrentar um novo dia. Atualmente acredita-se que a grande maioria necessite dormir entre 7 horas e meia e 8horas. A falta de sono ou restrição de sono poderá influenciar em diversos aspectos relacionados ao equilíbrio nutricional e metabólico do nosso corpo. 
A privação de sono tem sido relacionada ao aumento de peso, às alterações metabólicas ( aumento do colesterol e triglicérides) e ao desenvolvimento da diabetes tipo II.
Um estudo do Centro de Medicina do Sono do Baylor College, no Texas, acompanhou  as horas de sono, o peso e a altura de 255 adolescentes. O grupo de  meninos que dormia menos de 7 horas diárias comparados com o grupo que dormia mais horas,apresentou  indice de massa corporal (IMC) 3,8% maior. Entre as meninas, a diferença foi de 4,7%.
Na infância e na adolescência, cerca de 90% do hormônio do crescimento é liberado durante o sono. Crianças que dormem mal têm mais chances de terem problemas no seu desenvolvimento físico. 
O hormônio do crescimento continua sendo liberado mesmo na fase adulta. Embora em doses menores, isso continua ocorrendo durante o sono. Em pessoas adultas ele evita a flacidez muscular e garante o vigor físico.
O Mayo Clinic em Minnesota também provou a relação entre o sono e a obesidade. Os pesquisadores estudaram homens e mulheres jovens saudáveis. Metade dormia o tempo considerado saudável (7-8 horas) enquanto a outra metade apenas dois terços disso. O grupo privado de sono consumiu em média 549 calorias a mais todos os dias.
Durante o sono, acontecem alguns processos hormonais e dentre eles está o equilíbrio do apetite.São dois hormônios que regulam as sensações de fome e de saciedade: a grelina e a leptina.
A leptina é o  hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade. Pessoas que permanecem acordadas por períodos superiores ao recomendado produzem menores quantidades de leptina, levando  o corpo sentir maior necessidade de ingerir carboidratos.Enquanto isso, os níveis de grelina aumentam na privação do sono , estimulando ainda mais o apetite.
A importância de uma boa noite de sono, mais uma vez, é essencial para uma boa qualidade de vida.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Utensílios antiaderentes podem diminuir resposta a vacinas e a produção de anticorpos

As vacinas infantis de rotina são um dos pilares na prevenção de doenças.
Compostos perfluorados (PFCs), amplamente utilizados em produtos manufaturados, foram associados com baixa resposta imunológica à vacinação em crianças segundo o estudo realizado por Philippe Grandjean da Escola Harvard de Saúde Pública (HSPH). O estudo foi publicado na edição de 25 de janeiro do Journal of the American Medical Association (JAMA).

Os chamados perfluorados ( sigla em inglês para perfluorinated compounds) costumam ser utilizados nas indústrias de alimentos e têxtil porque repelem gorduras e água. A substância química pode ser encontrada em utensílios de cozinha antiaderentes, revestindo sacos de pipoca para micro-ondas, tapetes e roupas à prova d’água.
Para avaliar seus efeitos, os pesquisadores analisaram 587 crianças nascidas nas Ilhas Faroë, entre a Escócia e a Islândia. As crianças foram testadas para a resposta imune ao tétano e difteria, vacina aplicada em idades de 5 e 7 anos.

PFCs foram medidos no soro materno durante a gravidez e no soro das crianças aos 5 anos para determinar a exposição pré-natal e pós-natal.

Os resultados mostraram que a exposição ao PFC foi associada com respostas mais baixas de anticorpos para imunizações e uma redução na produção de anticorpos em crianças menores em relação aos resultados necessários para fornecer proteção a longo prazo.

Aos 7 anos, os pesquisadores verificaram que a concentração de perfluorados levou a uma queda de 50% na produção de anticorpos.

Os pesquisadores alertam que a exposição diária a estes compostos químicos torna as crianças mais vulneráveis a infecções de maneira geral. Eles explicam que estudos anteriores analisaram o impacto dos perfluorados na resposta imunológica de animais, que também apresentaram diminuição na produção de anticorpos.


Fonte: Harvard University

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Embrapa desenvolve bebida para quem tem intolerância à lactose

Pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira Pesquisa Agropecuária) desenvolveram uma bebida instantânea a partir de café solúvel, extrato de soja e açúcar para pessoas com alergia à proteína do leite ou intolerância à lactose ou que são vegetarianos.
Foram testados 18 formulações até chegar a uma bebida nutritiva feita a partir de café solúvel, extrato de soja e açúcar. Basta tirar do saquinho e adicionar água quente ou fria. Além do sabor, a bebida mista contém compostos bioativos como isoflavonas da soja que vêm sendo relacionadas à benefícios em relação a diversas doenças, tais como alguns tipos de câncer, osteoporose e sintomas da menopausa, bem como os ácidos clorogênicos do café, que também tem sido relacionados à saúde principalmente à sua capacidade antioxidante.

De acordo com a pesquisadora Ilana Felberg, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, a opção pela soja como um dos ingredientes se deve ao fato que no mercado ainda são poucas as opções para pessoas com intolerância à lactose ou que tenham por opção consumir alimentos de origem 100% vegetais.

O produto, no entanto, não é recomendado a diabéticos -a bebida possui açúcar na sua composição. Pessoas com problemas de gastrite ou que tenham insônia também devem evitar a bebida, segundo a pesquisadora.

Fonte: www.embrapa.br