quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A intolerância alimentar nos aplicativos móveis

Atualmente as pessoas estão preocupadas com a qualidade de vida e muitas vezes isso envolve a investigação de intolerâncias ou alergias alimentares.Uma vez com o diagnóstico em mãos começa uma nova etapa de vida ou seja a readaptação da alimentação.
Nesta matéria, você confere alguns apps para quem possui intolerâncias e alergias alimentares.Já são dezenas de aplicativos  para as plataformas Android e IOS relacionados a intolerâncias e alergias alimentares, sendo a grande maioria em inglês e alguns em espanhol e poucos aplicativos em português. Mas mesmo para quem não domina o inglês, alguns apps são muito simples de usar e com a ajuda de um dicionário, eles podem ser muito úteis.
Muitos aplicativos são pagos e outros gratuitos, portanto, avalie se vale a pena ser baixado quando este for pago.
Confira algumas sugestões:

LACTOSE-FREE GUIDE  em inglês - aplicativo grátis
Aplicativo simples, mas com muita informação. Nele há um e-book para quem está começando a explorar o tema sobre intolerância a lactose , uma coleção de vídeos, artigos e notícias, tudo relacionado à intolerância à lactose.

LACTASE – em inglês - aplicativo pago
 Quem já não teve dúvidas sobre a quantidade correta de cápsulas de enzima lactase que devem ser tomadas para determinados tipos de alimentos? Este aplicativo auxilia definir a quantidade correta da enzima e evitar sintomas desagradáveis da intolerância. Para usá-lo é simples, basta inserir a quantidade de FCC da sua enzima ( a unidade utilizada pelo fabricante para especificar a quantidade de enzima de cada cápsula) e a quantidade de leite, sorvete e outros alimentos com lactose que você irá consumir. O aplicativo já calcula a quantidade de enzima para você.

FOOD INTOLERANCES – em inglês - aplicativo pago
Aplicativo bem completo, é uma ótima ferramenta para auxiliar todos que precisam seguir uma dieta de restrição devido a alergias ou intolerâncias alimentares. O app contém cerca de 700 alimentos que são comentados e apresentam indicações se o alimento contém lactose, proteína do leite, ovos, glúten, frutose, histamina e outros. Um dos aspectos interessantes é a graduação dos alimentos por cores. O verde é utilizado para alimentos que raramente provocariam algum tipo de sintoma. Já o vermelho, indica os alimentos que devem ser completamente evitados pelo intolerante ou alérgico.

NUTRIDATA NUTRIÇÃO E CALORIAS – em inglês e português - aplicativo pago
 Ele possui quatro bases de dados: portuguesa, brasileira, americana e inglesa. É possível pesquisar em qualquer uma delas. O outro destaque vai para os detalhes dos alimentos lácteos. Muitos  contém a quantidade de lactose, além de vários nutrientes como vitaminas, minerais, gorduras e aminoácidos.

GLUTEN FREE LIST –em inglês - aplicativo grátis
Este oferece informação sobre alimentos sem glúten, seus fabricantes e também permite  selecionar os alimentos por marcas.
Após baixar o aplicativo, ele poderá ser usado mesmo sem conexão com a internet.

GLUTEN FREE CHECKLIST –  em inglês- aplicativo pago
 É uma  ferramenta que irá auxiliar na compra mais eficiente de alimentos isentos de glúten e disponibiliza  mais de 1000 receitas  a qualquer hora.

VIAJAR SEM GLUTEN-  em espanhol  e inglês- aplicativo pago
Quando  viajamos  a preocupação é encontrar locais que tenham  alimentos sem glúten.Este aplicativo  informa os restaurantes, hotéis, alberges, campings que estão aptos a oferecer pratos sem glúten.
A pesquisa pode ser realizada através  do Google maps.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Cuidados na compra de azeites

Se você costuma optar pelos azeites extravirgem por acreditar que eles sejam mais puros, saborosos e saudáveis, é melhor tomar cuidado.
Uma pesquisa feita pela Associação de Consumidores  Proteste mostrou que a composição de alguns produtos que levam o nome de azeite no rótulo é tão alterada que, na prática, nem poderiam ser enquadrados nessa categoria.
Das marcas de azeites  testados, boa parte dos que se dizem "extravirgem", na verdade, não passam de "virgem" e alguns são até "lampantes",ou seja, comercializados fora das especificações estabelecidas por lei.
A  análise sensorial foi realizada em laboratório reconhecido pelo Conselho Oleico Internacional (COI). Eles avaliaram a qualidade das amostras quanto ao aroma, à textura e ao sabor de acordo com parâmetros técnicos. 
Foram analisados diversos parâmetros físico-químicos para detectar possíveis fraudes: 
-Presença de óleos refinados
-Adição de óleos obtidos por extração com solventes
-Adição e identificação de outros óleos e gorduras
-Adição de outras gorduras vegetais
Na análise sensorial, apenas oito marcas tinham qualidade de azeite extravirgem de acordo com os especialistas. Outras sete marcas foram rebaixadas de extravirgem para virgem e quatro marcas com problemas de fraude foram também consideradas, pela análise sensorial, como azeites lampantes.
Mas qual é a diferença entre os azeites extravirgem ,virgem e lampantes ?
A classificação é feita pelo nível de acidez, que é determinado pela concentração de gorduras saudáveis, como as poli e monoinsaturadas.
O azeite extravirgem é o que possui acidez máxima até 1%. Além disso, ele também possui sabor e odor mais acentuados e maior grau de pureza, por ter sido obtido da primeira prensagem das azeitonas.
Para ter essa característica, somente pode ser extraído a frio, sem passar por qualquer processo térmico ou químico que altere sua composição natural.
O azeite do tipo virgem tem acidez máxima até 1,5% e é extraído da segunda ou terceira prensagem das azeitonas. Isso acarreta a perda do sabor.
O azeite lampante  tem acidez superior a 3,3%, sendo impróprio para consumo e os produtores o submetem a processos de refinamento em altas temperaturas para reduzir a acidez, cor,cheiro, sabor e outros constituintes como os antioxidantes. Não tem aroma nem sabor apurados e não estão autorizados para venda.
 O azeite é chamado lampante justamente porque, antes da invenção da 
eletricidade, era utilizado somente como combustível para iluminação.
Confira lista dos azeites analisados no site www.proteste.com.br.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Anvisa revela irregularidades no uso de Agrotóxicos em alimentos

O uso intensivo de agrotóxicos na produção de alimentos no Brasil tem gerado preocupações no âmbito da saúde pública. Os resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), divulgados em outubro, mostram que ainda é preciso investir na formação dos produtores rurais e no acompanhamento do uso de agrotóxicos.
Os dados do monitoramento do último PARA (2011/2012) mostram que 36% das amostras de 2011 e 29% das amostras de 2012 apresentaram resultados insatisfatórios. Existem dois tipos de irregularidades, uma quando a amostra contém agrotóxico acima do Limite Máximo de Resíduo (LMR) permitido e outra quando a amostra apresenta resíduos de agrotóxicos não autorizados para o alimento pesquisado.
O atual relatório traz o resultado de 3.293 amostras de treze alimentos monitorados, incluindo arroz, feijão, morango, pimentão, tomate, dentre outros. A escolha dos alimentos baseou-se nos dados de consumo obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na disponibilidade destes alimentos nos supermercados das diferentes unidades da federação e no perfil de uso de agrotóxicos nestes alimentos.
Um dado que chama a atenção é a presença de pelo menos dois agrotóxicos que nunca foram registrados no Brasil: o azaconazol e o tebufempirade. Isto sugere que os produtos podem ter entrado no Brasil de forma  ilegal.
Diversos agrotóxicos aplicados nos alimentos agrícolas e no solo têm a capacidade de penetrar no interior de folhas e polpas, de modo que os procedimentos de lavagem dos alimentos em água corrente e a retirada de cascas e folhas externas dos mesmos contribuem para a redução dos resíduos de agrotóxicos, ainda que sejam incapazes de eliminar aqueles contidos em suas partes internas.
Soluções de hipoclorito de sódio (água sanitária) devem ser usadas para a higienização dos alimentos na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, com o objetivo apenas de matar agentes microbiológicos que possam estar presentes nos alimentos, e não de remover ou eliminar os resíduos de agrotóxicos.

A tabela 1 mostra os alimentos analisados em 2011:
Alimento
Amostras analisadas
Amostras insatisfatórias
Amostras acima do limite permitido
Agrotóxico não autorizado
Pimentão
213
84%
0,9%
90%
Cenoura
152
67%
-
67%
Pepino
200
44%
0,7%
41%
Alface
134
43%
5,3%
20%
Uva
208
27%
5%
36%
Arroz
162
16%
-
16%
Tomate
151
12%
-
9%
Feijão
217
6%
-
6%

A tabela 2 mostra os alimentos analisados em 2012:
Alimento
Amostras analisadas
Amostras insatisfatórias
Amostras acima do limite permitido
Agrotóxico não autorizado
Morango
211
59%
13%
80%
Pepino
264
42%
2%
38%
Abacaxi
210
41%
1%
39%
Cenoura
229
33%
-
33%
Laranja
227
28%
1%
26%
Maçã
263
8%
1%
7%
Arroz
261
1%
-
1%
Confira mais dados do relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos acessando www.anvisa.gov.br