quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Menos aditivos na sua alimentação


A vida moderna nos leva ao maior consumo de alimentos industrializados, os quais possuem cada vez mais  a presença  de aditivos.
Os aditivos para alimentos são substâncias não-nutritivas que melhoram a aparência, sabor, textura e o tempo de armazenamento de alimentos. Inúmeros são os problemas  relacionados ao excesso de consumo como: alergia, hiperatividade , câncer e outros.
Para incentivar o consumo de alimentos saudáveis a PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor- preparou um encarte onde você encontra a lista com os aditivos mais comuns presentes nos alimentos.
Quanto mais colorido, industrializado ou elaborado for um produto, maiores serão as probabilidades de que contenha muitos aditivos. Na lista observe  quais os produtos que você deve evitar e os que podem causar reações alérgicas.
Acesse o link abaixo para obter a lista de aditivos:
http://www.proteste.org.br/saude/nc/noticia/menos-aditivos-no-seu-prato-1/download?ressourceUri=B8E68904D806A71E4B5B9D5EEA810ACC29C6DEB2


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Redução de Sódio em alimentos

O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA) assinaram,em agosto, um acordo para redução dos teores de sódio de temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais. A mudança começa a ser colocada em prática a partir de 2013.
A redução mais significativa ocorrerá no setor de margarina vegetal. O compromisso é colocar no mercado, no próximo ano, o produto com 19% a menos de sódio. Segundo o acordo, em 2015, o teor máximo de sódio a cada 100 gramas será de 715 mg. Atualmente, é de 1.660 mg.  
Os cereais terão uma redução em sódio de 7,5% no primeiro ano.Em 2015, deverá ser 15% menor do que o encontrado atualmente no mercado brasileiro. 

Os caldos líquidos terão uma redução de 3,5% ao ano. Já o tempero em pasta,reduzirá  de 3,5% ao ano até chegar a 6,5% em 2015 e para tempero de arroz, a meta é retirar 1,3% do sódio anualmente.

Esta é a terceira fase do acordo firmado entre Ministério da Saúde e a ABIA. Nas fases anteriores, foi acertada a redução dos teores de sódio de macarrões instantâneos, bisnagas, pão de forma, pão francês, mistura para bolos, salgadinhos de milho, batata frita, biscoitos e maionese.

A tabela abaixo mostra a redução proposta do teor de sódio em alimentos:

PRODUTO
TEOR ATUALDE SÓDIO(mg/100gr)
META 2013
META 2015
Margarina vegetal
1660
1089
715
Cereais matinais
677
579
418
Tempero em pasta
40700
37901
33134
Tempero para Arroz
33800
32927
32076

O sódio e a saúde

A  segunda edição da pesquisa sobre os Hábitos Alimentares dos Brasileiros, realizada em 2011, com homens e mulheres de 17 a 65 anos, em igual proporção, das classes A, B, C e D, apontou a preocupação do brasileiro com o que se coloca no prato.
Há uma maior consciência de que o que se come hoje poderá refletir em risco de doenças futuras e o sódio é visto como o grande “vilão” do momento, sendo que no levantamento anterior, feito em 2006, essa posição era ocupada pelo açúcar.
Entre as doenças que mais preocupam estão: a hipertensão (65%), o diabetes (63%) e o colesterol alto (54%), em especial entre os mais velhos. A obesidade, por sua vez, ficou em quarto lugar, com 45%, e preocupa os mais  jovens.
Diminuir o consumo de alimentos salgados como pão,temperos prontos presunto e outros embutidos pode reduzir os riscos de câncer de estômago. O alerta foi feito pela ONG britânica World Cancer Research Fund (Fundo Mundial de Pesquisas sobre o Câncer, WCRF).
Diminuir  alimentos com alto teor de sódio  e principalmente o sal na alimentação, previne o aparecimento de inúmeras doenças. Comece logo  a substituição do sal pela adição de pimentas e temperos naturais.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Mais Pimenta e Menos sal


Malagueta, dedo-de-moça, comari, biquinho, caiena, habanero, tabasco, jalapeño. Não faltam opções de pimentas para temperar e dar sabor aos alimentos. A variedade existente no Brasil e no mundo é ampla, tanto quanto os benefícios que elas podem propiciar ao organismo.
Atreladas a um estilo de vida saudável, essas picantes frutinhas (na classificação da  botânica) podem melhorar o humor, ajudar a emagrecer, aumentar a circulação sanguínea e agir como antiinflamatórios.

No livro “ Pimenta e seus benefícios para  a saúde, o médico Marcio Bontempo, explica que os efeitos são resultados da ação da capsaicina e da piperina, agentes ativos, encontrados nos frutos, com comprovada ação vasodilatadora arterial. E ainda, aumentam a produção de endorfinas, o hormônio do prazer e do bem-estar, e de outras substâncias também ligadas à satisfação, como a serotonina e a dopamina. "Na mulher, a melhora na irrigação sanguínea e a elevação da serotonina ainda produz um efeito afrodisíaco", afirma o médico.

Ação antioxidante e auxilia na redução de peso

A ação sobre o controle do peso se dá pela aceleração da queima metabólica e seus impactos sobre o metabolismo foram comprovados em uma pesquisa conduzida na Univesité Laval, do Canadá (Québec). Durante um período, voluntários consumiram uma pequena porção de pimenta-caiena no café da manhã e tiveram o apetite reduzido e a queima de calorias aumentada.

Graças à presença de vitamina C, licopeno e outros pigmentos, as pimentas ainda têm efeito antioxidante e  promovem uma varredura de radicais livres desencadeadores do processo inflamatório.
Estima-se que os brasileiros consumam meio grama por dia de pimenta, a mesma quantidade que os europeus. De acordo com Nelusko Linguanotto Neto, autor do livro Dicionário Gastronômico, os campeões mundiais são os coreanos, com 8 gramas diárias, na sequência, vêm os tailandeses com 5 gr/dia , seguidos dos indianos com 2,5 gr/dia  e dos mexicanos com 2 gr/dia

Grau de ardência


A característica mais importante e peculiar encontrada nas pimentas é a sensação de ardência ou queimação (pungência) causada pela ingestão ou aplicação tópica das mesmas. Essa substância na verdade é um composto químico formado por capsaicinóides, perceptíveis aos seres humanos em soluções de dez partes para um milhão de água.
O grau de ardência das pimentas é a medida que classifica as pimentas de acordo com a quantidade de capsaicina, o qual é apresentado em unidades na Escala de Scoville, sendo um dos testes considerado muito confiável.
Os capsaicinóides são produzidos nas glândulas da placenta da fruta. Embora as sementes não sejam a fonte de ardência, elas ocasionalmente absorvem a capsaicina devido a proximidade com a placenta.
Os níveis de ardência da pimenta são influenciados por componentes ambientais e genéticos, tais como: estrutura genética da variedade, condições climáticas, condições de crescimento e idade da fruta. Além disso, estudos recentes revelam que quanto maior o risco da planta ser atacada por fungos, maior é a quantidade de capsaicina  presente no fruto. Esse mecanismo de defesa garante a proteção da fruta contra a invasão de bactérias.

Confira abaixo o grau de ardência das diversas pimentas:
  
PIMENTA
GRAU DE ARDENCIA
ESPECIFICAÇÕES
Biquinho
0 a 1
Não arde , muito aromática, usada na decoração de pratos
Pimenta-do-reino
3 a 4
Usada no tempero de carnes, aves e peixes
Alapeño
5
Empregada em molhos e como acompanhamentos dos nachos
Dedo-de-Moça
6
Usada na culinária brasileira
Pimenta Serrano
7
Conhecida como pimenta verde e usada como tempero de carnes
Pimenta-de-bode
8
Usada na culinária Goiana
Comair
8
Servida separada pelo alto grau de ardencia
Malagueta
9
Em Portugal é conhecida como piri-piri
Habanero
10
Usada  em pratos a base de tomate e frutos do mar
Jolokia
20
Encontrada na índia, conhecida como pimenta fantasma, está no GuinessBook como a mais forte do mundo

Quem deve evitar


Pessoas com problemas de refluxo, úlceras e gastrites devem evitar o consumo para não agravar o quadro.
O alimento também não é o responsável pelo desenvolvimento de hemorroidas, como muitos imaginam. As pimentas, assim como no caso das disfunções estomacais, agravam a situação.