quinta-feira, 29 de março de 2012

Mudança de hábitos pode prevenir mais da metade dos casos de câncer


Pesquisadores do Centro de Câncer Siteman-Universaidade de Washington  divulgaram uma pesquisa que comprova com números como o estilo de vida das pessoas tem impacto no aumento dos casos de câncer.  
No artigo  publicado na revista Science Translational Medicine  em 28 de março, os  cientistas  estudaram vítimas de câncer de várias partes do mundo e chegaram à conclusão de que é possível prevenir mais da metade dos casos da doença. 
De  acordo com  o epidemiologista e professor da Universidade de Whashington, Graham Colditz,  as escolhas de nosso estilo de vida, como fumar, o tipo de alimentação e a  falta de atividade física  podem influenciar de maneira descisiva  na causa do câncer. Eles demonstraram que o fumo por si só é responsável por um terço de todos os casos de câncer  nos Estados Unidos. O excesso de peso e obesidade soma outros 20 por cento.
Manter o peso e uma dieta equilibrada diminuiu pela metade a incidência de vários tipos de câncer. E se a pessoa praticar exercícios regularmente, a redução é ainda maior: 85%. Vacinas podem evitar o desenvolvimento de doenças que levam, por exemplo, ao câncer no cólo do útero e fígado.
No estudo, os pesquisadores deixam claro que as medidas são realmente eficientes se passarem a fazer parte do dia-a-dia da pessoa.Um exemplo seria eliminar , o mais rápido possível, as gorduras trans na dieta dos americanos.
Não adianta parar de fumar hoje e voltar  anos depois. Ou perder peso e engordar de novo. 


O Centro de Câncer Siteman recomenda hábitos que  podem prevenir a doença.
 Confira algumas dicas:
- Mantenha um peso saudável. Para isso combine atividade física e movimento no seu dia a dia.
- Tenha uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais, coma devagar , mastigue bem,  e reduza as porções dos alimentos.
- Inclua diariamente alimentos ricos em ácido fólico (vegetais verde escuro, lentilha, feijão,etc) ou tome um suplemento com ácido fólico.
- Reduza ao máximo o consumo de gordura trans ( aquelas presentes em fast food,  sorvetes, produtos industrializados e outros ). 
- Dê preferência ao óleo de oliva e canola, que contém mais gorduras saudáveis
- Dê preferência para alimentos integrais.
- Incentive as crianças para comer lanches saudáveis.
- Não fume.
- Opte por bebidas sem álcool durante festas ou reuniões.
- Proteja-se do sol ( chapéu e filtro solar) . Evite a luz direta do sol entre 10h e 16h.
- Proteja-se de doenças sexualmente transmissíveis.
- Faça exames regularmente.

Fonte: www.siteman.wustl.edu

quinta-feira, 22 de março de 2012

Restrição de sono e a saúde


Retorno  ao trabalho,aos estudos, aos cursos e demais compromissos. Cuidado! não deixe de incluir na sua rotina diária as horas de sono  necessárias ao bom funcionamento  do organismo.
 O sono é tão importante para o ser humano quanto a sua alimentação e hidratação. Cada indivíduo tem seu tempo de sono. Uns precisam de mais e outros de menos tempo de sono para se sentirem descansados e prontos a enfrentar um novo dia. Atualmente acredita-se que a grande maioria necessite dormir entre 7 horas e meia e 8horas. A falta de sono ou restrição de sono poderá influenciar em diversos aspectos relacionados ao equilíbrio nutricional e metabólico do nosso corpo. 
A privação de sono tem sido relacionada ao aumento de peso, às alterações metabólicas ( aumento do colesterol e triglicérides) e ao desenvolvimento da diabetes tipo II.
Um estudo do Centro de Medicina do Sono do Baylor College, no Texas, acompanhou  as horas de sono, o peso e a altura de 255 adolescentes. O grupo de  meninos que dormia menos de 7 horas diárias comparados com o grupo que dormia mais horas,apresentou  indice de massa corporal (IMC) 3,8% maior. Entre as meninas, a diferença foi de 4,7%.
Na infância e na adolescência, cerca de 90% do hormônio do crescimento é liberado durante o sono. Crianças que dormem mal têm mais chances de terem problemas no seu desenvolvimento físico. 
O hormônio do crescimento continua sendo liberado mesmo na fase adulta. Embora em doses menores, isso continua ocorrendo durante o sono. Em pessoas adultas ele evita a flacidez muscular e garante o vigor físico.
O Mayo Clinic em Minnesota também provou a relação entre o sono e a obesidade. Os pesquisadores estudaram homens e mulheres jovens saudáveis. Metade dormia o tempo considerado saudável (7-8 horas) enquanto a outra metade apenas dois terços disso. O grupo privado de sono consumiu em média 549 calorias a mais todos os dias.
Durante o sono, acontecem alguns processos hormonais e dentre eles está o equilíbrio do apetite.São dois hormônios que regulam as sensações de fome e de saciedade: a grelina e a leptina.
A leptina é o  hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade. Pessoas que permanecem acordadas por períodos superiores ao recomendado produzem menores quantidades de leptina, levando  o corpo sentir maior necessidade de ingerir carboidratos.Enquanto isso, os níveis de grelina aumentam na privação do sono , estimulando ainda mais o apetite.
A importância de uma boa noite de sono, mais uma vez, é essencial para uma boa qualidade de vida.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Utensílios antiaderentes podem diminuir resposta a vacinas e a produção de anticorpos

As vacinas infantis de rotina são um dos pilares na prevenção de doenças.
Compostos perfluorados (PFCs), amplamente utilizados em produtos manufaturados, foram associados com baixa resposta imunológica à vacinação em crianças segundo o estudo realizado por Philippe Grandjean da Escola Harvard de Saúde Pública (HSPH). O estudo foi publicado na edição de 25 de janeiro do Journal of the American Medical Association (JAMA).

Os chamados perfluorados ( sigla em inglês para perfluorinated compounds) costumam ser utilizados nas indústrias de alimentos e têxtil porque repelem gorduras e água. A substância química pode ser encontrada em utensílios de cozinha antiaderentes, revestindo sacos de pipoca para micro-ondas, tapetes e roupas à prova d’água.
Para avaliar seus efeitos, os pesquisadores analisaram 587 crianças nascidas nas Ilhas Faroë, entre a Escócia e a Islândia. As crianças foram testadas para a resposta imune ao tétano e difteria, vacina aplicada em idades de 5 e 7 anos.

PFCs foram medidos no soro materno durante a gravidez e no soro das crianças aos 5 anos para determinar a exposição pré-natal e pós-natal.

Os resultados mostraram que a exposição ao PFC foi associada com respostas mais baixas de anticorpos para imunizações e uma redução na produção de anticorpos em crianças menores em relação aos resultados necessários para fornecer proteção a longo prazo.

Aos 7 anos, os pesquisadores verificaram que a concentração de perfluorados levou a uma queda de 50% na produção de anticorpos.

Os pesquisadores alertam que a exposição diária a estes compostos químicos torna as crianças mais vulneráveis a infecções de maneira geral. Eles explicam que estudos anteriores analisaram o impacto dos perfluorados na resposta imunológica de animais, que também apresentaram diminuição na produção de anticorpos.


Fonte: Harvard University