quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Agrotóxico na mesa

A Anvisa divulgou nesta quarta-feira (07/12) os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos ( PARA), durante o ano de 2010. O programa monitorou os resíduos de agrotóxicos em 18 culturas: abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho e tomate. As amostras foram coletadas em 25 estados do país e no Distrito Federal.
Segundo a Anvisa, essas culturas são escolhidas de acordo com a importância do alimento na cesta básica dos brasileiros, no perfil de uso de agrotóxicos para aquela cultura e na distribuição da lavoura pelo território nacional.
A metodologia analítica empregada pelos laboratórios é a multiresíduos, capaz de identificar a presença de até 167 diferentes agrotóxicos em cada amostra analisada, utilizada por países como Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Holanda para monitorar resíduos de agrotóxicos em alimentos.
No balanço geral, das 2.488 amostras coletadas pelo PARA, 28% estavam insatisfatórias. Deste total, em 24, 3% dos casos, os problemas estavam relacionados à constatação de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada.
Já em 1,7% das amostras foram encontrados resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados.  Esses resíduos indicam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança. Nos 1,9% restantes, as duas irregularidades foram encontradas simultaneamente na mesma amostra.
O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico, durante o ano de 2010. Mais de 90% das amostras de pimentão analisadas pelo PARA apresentaram problemas.
No caso do morango e do pepino, o percentual de amostras irregulares foi de 63% e 58%, respectivamente. Os dois problemas detectados na análise das amostras foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.
A alface e a cenoura também apresentaram elevados índices de contaminação por agrotóxicos. Em 55% das amostras de alface foram encontradas irregularidades. Já na cenoura, o índice foi de 50%.
Na beterraba, no abacaxi, na couve e no mamão foram verificadas irregularidades em cerca de 30% das amostras analisadas.
São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer, afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.
Em 2010, a Academia Americana de Pediatria fez uma pesquisa com 1.100 crianças e constatou que as 119 que apresentaram transtorno de déficit de atenção tinham resíduo de organofosforado na urina acima da média de outras crianças.

Produtos Banidos

Dos cinquenta princípios ativos mais usados em agrotóxicos no Brasil, 20 já foram banidos na União Europeia, segundo o diretor da Anvisa.
O endossulfan, achado no pimentão, já não é usado nos EUA e China, por exemplo. Ele foi reavaliado pela Anvisa em 2010 e terá que ser banido do país até 2013.
Em 2010, foi usado 1 milhão de toneladas de agrotóxicos em lavouras do país, ou seja, 5 kg por brasileiro.

Cuidados na escolha

Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.
É importante, ainda, a escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.
Os supermercados também tem um papel fundamental nesse processo, no sentido de rastrear, identificar e só comprar produtos de fornecedores que efetivamente adotem boas práticas agrícolas na produção de alimentos.

Como lavar os alimentos

- Lave frutas e hortaliças por 1 minuto com esponja e detergente neutro.
- Retire as casca e as folhas externas das verduras. Este procedimento ajuda na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes apenas nas superfícies dos alimentos.
- Frutas de casca fina concentram mais agrotóxico. Lave-as em água corrente com detergente neutro,enxague bem e retire a casca.

Confira os resultados detalhados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos 2010 no site www.anvisa.org

Fonte: Anvisa


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Óleo de coco - utilize corretamente

O óleo ou gordura de coco está na mídia e na boca de inúmeras pessoas que encontraram várias razões para consumi-lo. No entanto, é importante saber o uso correto, sem se deixar levar pelo modismo da ocasião.
O óleo de coco é rico em ácidos graxos saturados, de cadeia média, portanto de fácil metabolização e baixa capacidade de oxidação, tanto no ambiente quanto no organismo.
O óleo de coco possui os seguintes ácidos graxos, pela ordem de quantidade:
Ácido láurico 44-52%.
Ácido mirístico 13-19%.
Ácido palmítico 7,5-10,5%.
Ácido oléico 5,8%.
Ácido caprílico 5,5-9,5%.
Ácido cáprico 4,5-9,5%.
Ácido linoléico 1,5-2,5%.
Ácido esteárico 1-3%.
Dentre as centenas de trabalhos científicos, hoje sabemos que a gordura de coco extra virgem é capaz de ajudar a combater uma infinidade de bactérias, leveduras,fungos e vírus. Cerca de 45% da gordura do coco é composta pelo ácido láurico, o seu principal ácido graxo, que no corpo humano se transforma em monolaurina, um tipo de gordura capaz de combater inúmeras infecções.
A gordura do coco é resistente e estável nas altas temperaturas, como as utilizadas no preparo de alimentos. Ela se conserva por longos períodos, sem necessidade de refrigeração ou da adição de produtos químicos e é considerado a mais saudável para cozinhar. Não apresenta gordura trans, gerada pelo processo de hidrogenação que está presente, por exemplo, na margarina.
Para usufruir dos benefícios do óleo, é preciso saber escolher. Na hora de ir às compras, certifique-se de que está adquirindo um oléo de origem orgânica e extraído a frio. Dispense os produtos refinados.

Conheça melhor seus benefícios

-Ação antioxidante. O óleo de coco colabora na diminuição de radicais livres e do estresse oxidativo por ser rico em vitamina E. Para ser absorvida, essa vitamina precisa da gordura, ou seja, é uma vitamina lipossolúvel (solúvel em gordura). Atualmente, sabe-se também que essa vitamina tem importante papel na recuperação do sistema imunológico, aumenta a resistência muscular, controla o colesterol reduzindo o mau colesterol (LDL). Assim, prevenindo tanto doenças cardiovasculares quanto cerebrais.

- Diminui a compulsão por carboidratos, principalmente doces. A gordura de coco abre as membranas das células não somente permitindo que os níveis de glicose e insulina se normalizem, mas também melhorando sua nutrição, restabelecendo os níveis normais de energia.

- Queima gorduras. O óleo de coco é considerado “termogênica”,ou seja, capaz de gerar calor , queimar calorias e estimular a glândula tireóide, aumentando o metabolismo basal , facilitando a perda de peso.
É importante lembrar que o emagrecimento envolve diversos fatores( alimentação correta, atividade física, equilíbrio de nutrientes ).Por isso, a utilização desse óleo deve ser indicada e quantificada por um profissional que faça a orientação adequada.

- Melhora a imunidade. A gordura presente no coco tem a maior concentração de ácido láurico entre todas as gorduras vegetais. Esse é o mesmo ácido graxo do leite materno.

- Ajuda no trânsito intestinal.Tanto nos casos de prisão de ventre ou mesmo nas diarréias, os componentes da gordura de coco agem normalizando as funções intestinais. O uso do óleo de coco não afeta as bactérias benéficas da flora intestinal. Ele protege e favorece o equilíbrio da flora intestinal,novamente, graças ao ácido láurico que auxilia a eliminar as bactérias patogênicas .

Confira uma receita com gordura de coco:


Farofa de pão integral

Ingredientes
4 colheres de sopa de gordura de coco extra virgem
1 colher de sopa de cebola ralada
6 fatias de pão integral sem casca moídas
4 colheres de sopa de coco em flocos ou 6 azeitonas picadas
1 colher de ervas frescas picadas( salsa, tomilho, orégano,cebolinha)
pimenta e sal agosto

Preparo:

Numa frigideira, aqueça a gordura de coco e doure a cebola. Junte o pão,o coco ou as azeitonas, sempre mexendo, até ficar crocante. Tempere a gosto , misture as ervas e sirva.



terça-feira, 4 de outubro de 2011

Anvisa proíbe três emagrecedores

A Diretoria Colegiada da Anvisa decidiu nesta terça-feira (4/10) pela retirada dos medicamentos inibidores de apetite do tipo anfetamínico do mercado. De acordo com a decisão dos diretores, os medicamentos femproporex, mazindol e anfepramona terão seus registros cancelados, ficando proibida a sua produção, o comércio, a manipulação e o uso destes produtos.
No processo de 643 páginas, elaborado ao longo dos últimos oito meses, os técnicos da Anvisa reuniram todos os dados disponíveis de estudos sobre os medicamentos do tipo anfetamínico e a sibutramina.
O relatório apresentado durante a reunião mostra que o uso dos anfetamínicos está  baseado na prática clínica , que é o tipo de evidência menos consistente e menos segura segundo os padrões atuais para registro de medicamentos. O texto informa ainda que há evidências de eventos adversos graves, que associadas à ausência de dados confiáveis de segurança justificaram a decisão dos diretores.
Em relação à sibutramina, a decisão da diretoria da Anvisa, foi de manter o medicamento no mercado com a inclusão de novas exigências e mais restrições para o uso do produto.
No Brasil, a venda e o uso da sibutramina já eram restritos desde 2010, quando o remédio foi incluído na lista de medicamentos "B2", que necessitam de receitas especiais para serem solicitados pelos médicos. Agora, a partir da decisão desta terça, médicos e pacientes terão também que assinar um termo de compromisso ao prescrever ou utilizar a substância.O termo especifica que o médico esclareceu ao paciente sobre os riscos da utilização da sibutramina. 
E ainda, de acordo com o relatório, a Anvisa recomenda que a utilização da sibutramina seja suspensa caso o paciente não responda ao tratamento no período de quatro semanas.
 Na Europa,a venda de remédios para emagrecer com sibutramina foi proibida  pela agência reguladora desde o início de 2010. A entidade alegou, que trabalhos científicos apontavam o aumento do risco de problemas cardiovasculares em pacientes que usaram a sibutramina.
Conhecido como Scout, o estudo que levou a agência reguladora europeia a banir o medicamento contou com 9 mil pacientes obesos, monitorados durante 5 anos - parte deles recebeu sibutramina e outra parte tomou uma medicação sem efeito (placebo). Todos os integrantes da pesquisa passaram por dieta e praticavam exercícios físicos.
No caso dos Estados Unidos, a agência reguladora de alimentos (FDA, na sigla em inglês) também recomendou o fim do uso do medicamento. Com isso, a empresa responsável pela venda da sibutramina, retirou o produto do mercado. Canadá e Austrália também são países onde o comércio da droga é vetado.
Qual será o rumo do Brasil?

fonte: Anvisa