terça-feira, 4 de outubro de 2011

Como ler rótulos de alimentos

Os rótulos são elementos de comunicação entre os produtos e os consumidores.Uma leitura atenta de rótulos dos alimentos resulta em escolhas alimentares mais objetivas, conscientes e de maior qualidade. Daí a importância das informações serem claras e poderem ser utilizadas para orientar a escolha adequada de alimentos.
Para quem é intolerante ou alérgico a um ou mais alimentos, a leitura de rótulos passa a ser parte da sua rotina. Mas essa pode ser uma tarefa exaustiva e angustiante se você não conhece o nome de ingredientes e sua origem.
Listas prontas com nomes e marcas de produtos, podem ser pouco útil e até por em risco a saúde de pessoas com alergia ou intolerância. Isso porque não existe controle no Brasil sobre a mudança na composição de produtos. Por exemplo: um pão que hoje não leva leite em sua composição, amanhã sua fórmula pode ser modificada e passar a conter leite, sem nenhum aviso prévio ao consumidor. Por isso, aprender a ler rótulos de produtos é a forma mais segura de saber o que você está comendo ou oferecendo a sua família.

Dicas importantes

1. COMPRE UMA LUPA pequena e leve-a sempre que fizer suas compras. Muitos rótulos são pequenos demais para serem lidos a olho nu. A lupa vai ajudar você a ler os ingredientes com mais facilidade e rapidez.

2. PODE CONTER … – Não há uma regulamentação que exija do fabricante que ele informe se seu produto sofreu uma contaminação cruzada ou não. Em muitos casos, alguns fabricantes utilizam esta informação como uma forma de se salvaguardarem. Em outras palavras, eles querem dizer: “este produto foi fabricado em um maquinário compartilhado com outros produtos que contêm ingredientes alérgenos e nós não sabemos ao certo se nosso produto realmente contém traços de alérgenos ou não. Se você for alérgico, é melhor não consumir nosso produto.”

3. TRAÇOS DE LEITE, SOJA, OVOS, ETC – Para quem possui uma alergia severa a algum alimento, todo o cuidado é pouco. Além de ler o rótulo do alimento para certificar-se de que não há o ingrediente causador da alergia, também é necessário entrar em contato com o SAC do fabricante para confirmar se o produto pode conter traços do ingrediente alérgeno.

4. USE AS REDES SOCIAIS para sugerir mudanças nos rótulos dos produtos. Hoje, apenas a informação “CONTÉM / NÃO CONTÉM GLÚTEN” é obrigatória por lei. Mas nada impede que fabricantes adicionem informações como CONTÉM PROTEÍNA LÁCTEA, LACTOSE, SOJA, OVO, NOZES e outros alérgenos. Ao usar as redes sociais dos fabricantes para fazer essas sugestões, você pode estimular outros consumidores que também têm a mesma necessidade a fazer o mesmo. Com isso, as empresas podem perceber a importância de uma rotulagem mais informativa e segura.

5. SEM LACTOSE nem sempre significa sem proteínas do leite!!! É fundamental que esta diferença seja feita para não correr o risco de consumir um alimento errado. Um exemplo são iogurtes e queijos elaborados com leite animal. Eles podem ser sem lactose, mas certamente não serão livres de proteínas do leite! Se o seu problema é a proteína do leite, é este ingrediente que você deve evitar!

7. LEIA O RÓTULO DE PRODUTOS SEMPRE, mesmo aqueles que você já está acostumado a comprar. Não existe regulamentação que exija do fabricante uma notificação oficial sobre uma mudança na composição do produto. Observe principalmente se embalagem estiver diferente. Junto com a mudança no estilo e nas cores da embalagem, pode ter havido uma mudança na composição do produto.

8. BAIXE os cartões elaborados pelo Semlactose para dietas livres de proteínas do leite e dietas livres de lactose, recorte-os e leve-os ao supermercado para ajudar você na hora das compras. Faça uma cópia para entregar à escola do seu filho assim como para outras pessoas da família.

http://www.semlactose.com/wp-content/uploads/2011/10/Como-ler-rotulos-ALPV.pdf
http://www.semlactose.com/wp-content/uploads/2011/10/como-ler-rótulos-IL1.pdf




quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Vida sem Glúten - uma nova realidade


Os inúmeros depoimentos, as conversas, as trocas de experiências, as receitas sem glúten e sem lactose exibidas na comunidade Viva sem Glúten, serviram como a principal fonte de conteúdo para a criação do livro Vida sem Glúten, lançado em agosto de 2011.
O livro, organizado pela Associação dos Celíacos do Rio de Janeiro, traz 132 páginas de informações muito úteis não somente aos celíacos, mas também a todos os amigos e familiares que convivem com essas pessoas e precisam entender melhor de que forma acontece essa restrição alimentar.
A primeira parte do livro está dividida em informações sobre a doença celíaca, depoimentos, como é a vida sem glúten de uma família e apresenta também um guia prático para aqueles que foram recentemente diagnosticados e ainda sentem-se perdidos e desamparados.
A segunda parte contém diversas receitas, sendo todas elas sem glúten e muitas sem leite ou derivados, que podem ser usadas por intolerantes à lactose e alérgicos ao leite.
O livro está disponível no site semlactose.com em formato PDF e pode ser baixado através do link abaixo:



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Os nutricosméticos e sua ação

Os nutricosméticos, também chamados de pílulas da beleza, são suplementos com funções de cosméticos e que tem como proposta melhorar o estado e as condições da pele, unhas, cabelo, preparar a pele para exposição solar e outros .
A Diretiva Européia 2002/46/EC os classifica na categoria dos gêneros alimentícios e inclui uma lista de vitaminas e minerais autorizados, com seus devidos critérios de pureza.
Os nutricosméticos podem conter vitaminas (principalmente A, C e E), minerais, flavonóides, aminoácidos, óleos essenciais, proteínas e outras substâncias antioxidantes associadas, que além de nutrir o organismo, combatem os radicais livres - os grandes responsáveis por acelerar o envelhecimento.
A pós-doutoranda em Nutrição do Instituto de Nutrição Josué de Castro, Denise Marie Delgado Bouts, explica que a origem desses produtos está nos chamados nutracêuticos, compostos bioativos encontrados em alimentos que exercem diversos efeitos benéficos em nosso organismo, tais como prevenção de doenças cardiovasculares, câncer, doenças neurodegenerativas, dentre outros.

Dessa forma, após pesquisas recentes demonstrarem que estes compostos também possuem uma ação voltada para a estética, as indústrias farmacêuticas aproveitaram essa ação multifuncional destes compostos bioativos e criaram os chamados nutricosméticos. “No ramo da estética, o principal efeito atribuído aos nutracêuticos é a ação antienvelhecimento, como por exemplo, atenuando rugas e sinais, melhorando a hidratação e elasticidade da pele”, conta a pesquisadora.
Entre os nutricosméticos encontrados no mercado estão o óleo ômega 3 dos peixes, o colágeno hidrolisado, o silício orgânico, as isoflavonas de soja, o licopeno do tomate, o resveratrol das uvas e outros. No entanto, Denise Bouts alerta: “É preciso cuidado. Apesar de terem uma base em alimentos, o uso deve ser orientado por um profissional especializado no assunto."
Seu efeito é freqüentemente obtido após um tratamento que dura de um a três meses.

Como agem

Entre os principais mecanismos de ação dessas cápsulas, chamadas pílulas da beleza, estão o poder antioxidante, a função de hidratação da pele e o estímulo das fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela sustentação da derme. Mas o rosto não é o único beneficiado pelos nutricosméticos. Além dos suplementos alimentares antiidade existe uma série de outros resultados que podemos conquistar com essa categoria de produtos. Há suplementos que têm a função de reposição protéica, como o colágeno hidrolisado e a queratina para os cabelos, que agem contra a queda e estimulam a formação de novos fios. Existem ainda os suplementos que preparam a pele para a exposição solar, já que aumentam a produção de melanina, evitando, assim, queimaduras solares e danos advindos dos raios UVB. A dermatologista Daniela Hueb, ressalta que o protetor solar tópico continua sendo o maior coadjuvante na luta contra o envelhecimento, manchas, rugas e flacidez. 


De olho na mesa

Realmente é tentador poder tomar uma pílula que tem efeitos antioxidantes, mas elas não fazem milagres. Suplementação nutricional sem dieta adequada tem suas propriedades comprometidas, pois há benefícios que só conseguimos com a combinação de determinados alimentos, em sua forma natural, e pessoas com maus hábitos alimentares perdem grandes oportunidades de absorver nutrientes. Por tudo isso, o ideal é lançar mão de uma alimentação balanceada, o que significa variada, que priorize itens saudáveis e nutritivos como verduras, legumes, frutas, cereais, alimentos integrais; e que restrinja o consumo de açúcar, farináceos brancos, bolachas, doces em geral, empanados, salgadinhos, frituras e alimentos gordurosos.
Para um consumo seguro de suplementos é preciso saber a real necessidade de cada pessoa e por isso é indicado uma avaliação nutricional das carências para verificar as necessidades individuais. E a partir daí estabelecer uma dieta adequada e os suplementos importantes para o equilíbrio de nutrientes e a qualidade de vida.