quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Vitamina D - novos benefícios

A vitamina D faz parte de um grupo de vitaminas( D1,D2,D3 ), todas vitais na manutenção e controle do cálcio e do fósforo no organismo. Ela pode ser produzida na pele, devido a ação dos raios ultravioleta do sol.
A vitamina D é encontrada em diversas partes do corpo e age como mecanismo sinalizador para ativar e desativar células. No momento, a dosagem recomendada, computando todas as fontes, entre os quais os alimentos e a luz solar, é de 400 unidades internacionais por dia, mas a maioria dos especialistas concorda que essa recomendação é provavelmente baixa demais. O Instituto de Medicina dos Estados Unidos está revisando suas normas quanto à vitamina D, e a expectativa é de que eleve a dose diária.
O interesse nos benefícios da vitamina D continuam aumentando, sendo uma frente de muita pesquisa e debate.
Níveis insuficientes de vitamina D têm sido ligados em estudos epidemiológicos a diminuição do desempenho físico, doença cardíaca, doença autoimune, desordem neurológica, câncer colorretal (intestino) e de mama e mortalidade total (Dermatologic Therapy, Vol. 23, 2010, 82–85).
Um outro estudo, com prazo previsto para cinco anos, está recrutando 20 mil adultos mais velhos, incluindo homens com mais de 60 e mulheres com mais de 65 anos, para determinar se alta dosagem de vitamina D e de ácidos graxos ômega 3 administrados por meio de suplementos à base de óleo de peixes de águas geladas propiciarão redução no risco de doenças cardíacas e câncer.

IMPORTANTE SABER:

O nível de vitamina D no organismo é influenciado pela cor da pele, pelo local de moradia, pelo tempo que passam ao ar livre e pelo nível de consumo de peixe e leite.
Comer mais peixe é fundamental , ou seja, uma porção de 100 gramas de salmão fresco oferece entre 600 e mil unidades internacionais de vitamina D. No entanto, para conseguir a dose recomendada usando o leite seria necessário beber um litro ao dia.
Para elevar a presença de vitamina D, recomenda-se a exposição ao sol durante 10 ou 15 minutos por dia, principalmente nas primeiras hora da manhã.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Anvisa faz alerta sobre remédios com sibutramina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta quarta-feira (27), alerta aos profissionais de saúde sobre o uso da substância sibutramina no Brasil.
A realização de um estudo, com 10 mil pacientes , denominado SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), demonstrou aumento do risco cardiovascular não fatal nos pacientes tratados com a substância. Concluído em 2009, o estudo indicou que o risco de desenvolver enfermidades cardiovasculares, como infarto do miocárdio, derrame e parada cardíaca, aumenta em 16% nos pacientes que utilizaram o medicamento, quando comparados àqueles tratados com placebo.
A partir da análise do estudo, a Anvisa recomenda a contra indicação do uso de medicamentos à base de sibutramina para pacientes com perfil semelhante aos incluídos no estudo SCOUT ou seja:
a) Pacientes que apresentem obesidade associada à existência, ou antecedentes pessoais, de doenças cardio e cerebrovasculares;
b) Pacientes que apresentem Diabetes Mellitus tipo 2, com sobrepeso ou obesidade e associada a mais um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
A Anvisa, por meio da Câmara Técnica de Medicamentos fará nova avaliação do estudo, com o objetivo de investigar os níveis de segurança do medicamento em pacientes com perfis distintos dos já estudados. Essa avaliação poderá levar a Agência a determinar outras medidas restritivas ao uso da substância
No Brasil, embora a bula do medicamento já mencione como possíveis eventos adversos a elevação da pressão arterial e arritmias cardíacas, a única contraindicação é para pessoas com histórico de anorexia.
Saiba mais acessando www.anvisa.gov.br